Carta aberta para LGM33
Durante muito tempo briguei, lutei, gritei e insisti em trazer à tona coisas de um passado remoto. Hoje não quero mais brigar, não quero mais lutar e não quero mais convencer ninguém de nada, por mim, essa história já estaria no passado.
Você diz que eu armei uma cilada contra você sendo que eu nunca na minha vida inteira te fiz mal nenhum e nunca pensei em fazer, eu fui até a sua cidade porque eu sou bipolar e eu achei que você estivesse cantando para mim, e eu não sabia o que era, mas eu achava que eu tinha algum assunto para resolver com você. Mas te fazer mal? Tentar te matar, como eu vi em algumas notícias por aí? Não, me desculpa, mas você está me interpretando mal. Eu só não fiquei por lá porque eu estava realmente muito doente, precisava de um psiquiatra, eu estava em crise e ninguém a não ser a minha família poderia me ajudar - só quem convive com bipolares sabe a luta - não tinha condições de eu ficar lá como eu estava.
Mas eu quero que você saiba que eu não quero te destruir. Eu não quero destruir a sua cidade. Não há nada e ninguém que eu queira destruir. E já faz um tempo que eu tenho optado pelo silêncio a dizer qualquer coisa sobre o passado. Nada vai fazer voltar para ser refeito. E eu não estou neste planeta para apontar o dedo. Quem fez ou deixou de fazer, dessa vez faça diferente. Eu já fiz a minha confissão com o padre, o que eu devia dizer para a polícia eu já disse.
E pagar o mal com o mal só alimenta o ciclo do mal e o faz interminável. Eu aprendi o que eu devia aprender. Me perdoe pelo que aconteceu entre 2004 e 2008, houveram duas mentiras que contaram sobre mim nessa história, mas pelo que aconteceu, eu lamento. Por vocês e por mim. Eu tenho consciência que deixei de fazer um bem imensurável para algumas pessoas, para mim mesma e para a minha família. Mais uma vez, me perdoe.
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